Como conferir o RMA CRAS sem erro
O Registro Mensal de Atendimentos é preenchido por competência, unidade por unidade, e alimenta a visão federal sobre a rede. Este guia mostra o que cada bloco pede, onde os números costumam divergir e como conferir a competência antes de enviar.
Seção 1 O que o registro pede
O que o registro pede
O RMA CRAS é organizado em quatro blocos. Reconhecê-los é o primeiro passo para conferir: quase todo erro de conferência nasce de ler um item como se fosse outro.
- Bloco A
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Acompanhamento do PAIF
Total de famílias em acompanhamento e quantas novas entraram nesse acompanhamento no mês de referência.
- Bloco B
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Perfil das famílias acompanhadas
Situação de extrema pobreza, Bolsa Família, descumprimento de condicionalidades, BPC, PETI e Projovem Adolescente.
- Bloco C
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Atendimentos, encaminhamentos e visitas
Atendimentos individualizados, encaminhamentos ao Cadastro Único, ao BPC e ao CREAS, visitas domiciliares e benefícios eventuais concedidos.
- Bloco D
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Serviços de convivência e coletivos
Grupos do PAIF, Serviço de Convivência por faixa etária, atividades coletivas não continuadas e participação de pessoas com deficiência.
Seção 2 Por que dá trabalho
Por que a conferência dá trabalho
Os números existem, mas não nascem juntos: o acompanhamento do PAIF está no registro do serviço, os atendimentos e encaminhamentos estão no dia a dia da equipe, as visitas estão no relatório de campo e os benefícios eventuais, no controle da secretaria. A consolidação manual junta fontes que não falam a mesma língua, e é aí que o mesmo indicador aparece com dois valores diferentes em duas planilhas.
Como o registro é mensal, a divergência não fica isolada: ela volta na competência seguinte, quando alguém precisa explicar a série.
Seção 3 Roteiro de conferência
Roteiro de conferência
- 1
Fixe a competência e a unidade
O RMA é mensal e por unidade: cada CRAS responde pelo seu próprio movimento. Confira o mês de referência e o código da unidade antes de olhar qualquer número, porque a mesma planilha costuma circular entre unidades na conferência.
- 2
Comece pelo acompanhamento do PAIF
Separe o total de famílias em acompanhamento (A.1) das novas famílias que entraram no mês (A.2). São leituras diferentes: o total é o acumulado do serviço, e as novas do mês mostram o movimento daquele período.
- 3
Trate atendimento, encaminhamento e visita como coisas distintas
Um atendimento individualizado, um encaminhamento e uma visita domiciliar são registros diferentes, mesmo quando acontecem no mesmo dia e com a mesma família. Somá-los produz um número que não corresponde a nada do formulário.
- 4
Leia o bloco coletivo pelas pessoas, não pelos grupos
O bloco D pede pessoas em serviços de convivência por faixa etária e em atividades coletivas. A mesma pessoa pode aparecer em mais de um item no mesmo mês, então trate os itens como retratos separados e não como uma soma de participantes únicos.
- 5
Feche com a série histórica, não só com o mês
Antes de enviar, compare a competência com os meses anteriores e com o mesmo mês do ano passado. Queda ou salto sem explicação é o que mais chama atenção na leitura federal; o zero, quando é zero, precisa estar escrito e não em branco.
Seção 4 Os erros mais comuns
Os 5 erros mais comuns
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Tratar as novas famílias do mês (A.2) como se fossem o total em acompanhamento (A.1), ou relançar todo mês as famílias que já estavam no serviço.
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Somar itens do bloco D para chegar a "participantes únicos": os itens recortam o mesmo conjunto por faixa etária, por tipo de serviço e por deficiência, e se sobrepõem.
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Somar atendimentos individualizados com encaminhamentos e visitas domiciliares, que são campos distintos do bloco C.
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Lançar no bloco D famílias que participam de grupos do PAIF como se fossem vagas do Serviço de Convivência, ou o inverso: são serviços diferentes e têm campos próprios.
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Deixar o campo em branco quando o valor é zero, e não conferir a competência contra a série: em branco lê-se como "não informado".
Seção 5 Na ferramenta
E se os números já viessem consolidados?
O InteliSUAS baixa a série pública do RMA do seu território (ou lê o arquivo que o próprio município exporta) e mostra os indicadores por unidade e por competência, incluindo o movimento do mês e a série histórica. O painel do CRAS reúne PAIF, atendimentos e SCFV em abas, com filtro por unidade. Conferir vira uma consulta, sem reconstruir planilhas, e o resultado pode ser exportado em CSV para a planilha da equipe.
O registro quem preenche e envia é o município: a ferramenta apoia a leitura e a conferência.